Redes ou Mídias Sociais?

Outro dia, em uma conversa com a Adriana
Oliveira
, ela me perguntou:  “Redes Sociais e Mídias Sociais são
sinônimos?”. Confesso que senti um pequeno frio na barriga… eu
sabia que não eram sinônimos, mas sabia, também, que era um assunto que
gerava muita dúvida e eu mesmo tinha dúvidas se saberia explicar
corretamente isto para ela.

Logo após o frio na barriga do momento da pergunta veio um filme na
minha cabeça. Este filmezinho se passava lá pelos anos de 2004, quando eu estava
saindo do curso de engenharia química e me aventurando na química que
eu sentia pela Publicidade e Propaganda. Uma das “cenas” desse filme foi do início da faculdade de PP, quando aprendemos as diferenças
entre Publicidade e Propaganda.

Publicidade: É o ato de anunciar um produto ou
serviço através de um anúncio na mídia, mediante pagamento, seja qual
veículo for. Expliquei aqui com minhas palavras, confira o que diz a wikipedia.

Propaganda: é o ato de uma informação se propagar
por meios naturais, no boca a boca, sem ter por trás um anunciante
pagando por isto. Eu sigo esta linha de pensamento.

Alguns dizem que publicidade e propaganda, no Brasil, são sinônimos.
Que divergem por motivos de traduções. Outros alegam que propaganda está
ligada diretamente a um partido político. Confira mais na Wikipedia

Justamente por essa diferença nos conceitos, e por diferentes linhas
de pensamento existirem, que me veio esta lembrança.

Redes Sociais hoje estão associadas ao orkut, ao twitter, ao
facebook, linkedin e tantos outros que você pode ver na lista que
separei aqui.

Por sorte, quando determinado assunto começa a ter grandes proporções
num país e, com certeza absoluta, em muitas partes do mundo, através da
internet, acabamos conhecendo profissionais sérios, que dominam
determinado assunto.

Eu já tinha visto e acabei até postando um vídeo do Augusto de
Franco
 explicando que o twitter, o facebook, o linkedIn, não eram
redes sociais e sim ferramentas que permitiam pessoas a criarem suas
próprias redes sociais, sejam de relacionamento, de troca de links ou de
contatos propfissionais.

Então Redes Sociais são focadas no relacionamento, entre pessoas, com
um mesmo objetivo. Pode ser feito online, através dessas ferramentas
citadas acima, ou até mesmo pelo msn, numa conversa com mais pessoas,
por um grupo de email ou até como podem ser – e de fato acontece – offline.

A Profª Drª Luciana Panke chegou a comentar exatamente em uma aula da pós-graduação que estou cursando. Aquela nossa turma era uma rede social. Aliás,
um detalhe importante: para ser uma rede social é fundamental que as
pessoas que estejam se relacionando tenham um objetivo em comum. O que,
de fato, às vezes não acontece?

Pronto, agora com esses tópicos descritos, fica faltando o
termo mídias sociais.

Mídias Sociais são como a publicidade. Precisam de um anunciante, um
produto ou serviço, pago. Quando eu estava pensando neste post, me veio a
cabeça que alguém perguntasse: mas estas ferramentas de redes sociais
na internet, a maioria são gratuitas?

Sim, é verdade. Mas elas são utilizadas como veículo. E necessitam
uma estrutura por trás, que depende de investimento e profissionais
qualificados. Ou seja, seu sobrinho que passa o dia todo no orkut, não
serve.

Outra coisa que eu fiz antes de fazer este artigo foi perguntar a um
profissional do mercado qual era sua opnião. Perguntei ao Roberto A.
Loureiro
, da Tecnisa, se ele poderia esclarecer esta
dúvida de tantas pessoas. Fiquei feliz com a resposta dele, pois segue na mesma linha que eu
entendia:

Eu vejo redes sociais como relacionamento e mídias
sociais mais como um veículo. (Roberto A. Loureiro)

Ainda tentando me cercar de todos os argumentos possíveis para fazer
um bom texto, e sabendo que muitos leitores que lerão este artigo são
professores renomados e profissionais que trabalham diariamente com mídias sociais, fui
pesquisar na wikipedia
novamente:

O conceito de Mídias Sociais (social media) precede a
Internet e as ferramentas tecnológicas ? ainda que o termo não fosse
utilizado. Trata-se da produção de conteúdos de forma descentralizada e
sem o controle editorial de grandes grupos. Significa a produção de
muitos para muitos.

Eu concordo em partes. Realmente, uma das características das mídias
sociais é a produção de conteúdo na forma muitos para muitos,
descentralizado. Desde que seja utilizado por uma empresa, que tenha um
produto ou serviço, que vise obter um relacionamento com seu público,
fazendo disto tudo, um veículo, de mídia.

Para fomentar esta discussão eu fui ao twitter e ao skype e perguntei
para algumas pessoas:


Redes Sociais é o nome que colocaram para os sites
que fornecem a possibilidade das pessoas se reunirem por qualquer que
seja o motivo.
Mídias Sociais é o nome que colocaram para o trabalho de marketing
online dentro das redes sociais.
Eu não gosto de nenhum dos dois nomes, pois rede
social é qualquer grupo de pessoas interligadas, por exemplo: seu
trabalho ou seu grupo de jogatina. E “mídias sociais” porque é derivado
dele (Leandro Bravo)

Ligar redes sociais a mídias sociais é um erro que muitos
profissionais ainda insistem. Em um resumo poderia dizer que Redes
sociais são o conceito que a humanidade já possui a vários mil anos e
Mídias Sociais é o meio que elas exercem esse conceito, seja ele no
orkut ou em uma tabacaria que reune pessoas ligadas a um mesmo objetivo (
Oscar Ferreira)

Mídias sociais estão para canais de TV assim como redes sociais
estão para aparelhos de TV (
Fábio Seixas)

Israel Scussel Degásperi

é formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Regional de Blumenau, em Santa Catarina, e está concluindo uma pós graduação em Novas Mídias, Rádio e TV. Grande entusiasta dos serviços onde o usuário produz conteúdo e divulga para sua rede de contatos, é, também, editor e fundador do Blog Mídias Sociais. No twitter, é o @idegasperi.

Fonte: http://imasters.com.br/

Credibilidade nas redes sociais?

shutterstock_102245737_copy (1)Qualquer comunicador, por mais iniciante que seja, sabe quão importante é a credibilidade. Comunicar algo e ter um público que receba a informação como fidedigna é algo que se anseia e se batalha muito para acontecer no meio jornalístico e nos processos de formação.

De fato, se espera que, na medida em que, o “seu espaço” de comunicação torna-se visível, ele conquiste a aceitabilidade por disponibilizar informações factuais ponderadas e sólidas. Mas nem sempre o que se disponibiliza nas redes sociais é visto como “seguro” e, desta forma, aceito.
Essa é a constatação que o European Journalism Observatory chegou no artigo “The Price of Credibility“. Destacou-se no artigo, que diversas empresas estão “mergulhando de cabeça” na idéia de fazer marketing nas redes sociais, mas descobriram que os possíveis consumidores sentem receio e, normalmente, não abrem os anúncios por temerem tratar-se de vírus ou assemelhados. Essa constatação foi o resultado da pesquisa realizada por Louise Kelly, Gayle Kerr e Judy Drennan da Queensland University of Technology e publicada no Journal of Interactive Advertising.
Esse estudo pode indicar uma sobrevida aos meios tradicionais e as suas fontes de manutenção, mas revela mais. Mostra que precisamos avançar muito se desejamos que esses espaços sejam consolidados. Não é de hoje que escrevo e defendo o uso educacional das redes sociais, mas convenhamos, alguns colegas a utilizam ainda de forma muito precária e com triviliadades. Daí, seus alunos o fazem da mesma forma e, temos um círculo vicioso: o da falta de assunto que faça valer a pena o tempo à frente da tela.